Anderson Moraes acredita que, independente do instrumento escolhido para aprender, é preciso pensar como um músico.
Existe uma grande diferença entre ser um músico acompanhante, que tem noções de arranjos e formatos das canções, e ter uma boa ou ótima habilidade em um instrumento.
Habilidade não é suficiente se o músico aspirante não possuir, também, noções de acompanhamento, dinâmica, senso rítmico, respeito aos arranjos e sensibilidade das nuances. É isto que diferencia um bom de um mau músico.
No caso da bateria, isto também é aplicável, uma vez que este instrumento é parte da "cozinha rítmica", junto com o baixo e até a guitarra, dependendo do estilo musical. Este é o foco das aulas ministradas.
Toda música tem sua verdade, que precisa ser sentida com razão para que possa fluir junto com o músico. O mestre Tom Jobim já dizia que música é 90% de transpiração e 10% de inspiração.
Pode parecer complexo, mas é simples: se você está tocando uma canção que pede somente um groove ou levada, é preciso fazer o que a música pede, sem colocar ego e instrumento à frente.
Música é bom senso o tempo todo, e nestas aulas, além de abordagens rítmicas, leituras, técnicas, entre outras coisas, serão usadas músicas distintas como acompanhamento para os alunos, no intuito de familiarizá-los com estilos e formas de diferentes canções, sejam elas cheias de notas ou não.
A intenção é que faz a música. O movimento e a idéia que deseja se passar para quem ouve, independente do estilo a ser interpretado. A estética musical se divide em introdução, refrão, parte (a), parte (b) e assim por diante até seu término. É preciso ter consciência deste arranjo para se fluir na canção, criando uma base sólida com sua interpretação para cada fase da música.
Ao mesmo tempo que você aprenderá a tocar, aprenderá também a acompanhará, dois itens essenciais. Não adianta saber tocar sozinho e não saber tocar em uma banda onde existe divisão de arranjos entre os músicos. Como não adianta tocar tudo que sabe em apenas uma música. A coletividade do grupo deve existir dentro e fora dos palcos, como num jogo de futebol onde todos tocam a bola. Para o fominha, o melhor é ir para casa, sem estragar o processo entre o grupo e o usuário final.
É preciso saber que há horas de destaque para cada músico e esta abordagem da coletividade e dinâmica também é foco de preocupação e abordagem das aulas, mantendo sempre o prazer de tocar.